Comunicação não violenta: como usar na gestão de condomínios

Ao conviver com diferentes pessoas em um mesmo espaço, as discordâncias são inevitáveis. Para resolver conflitos, o mais indicado é uma boa conversa, regada a muito respeito e cooperação. Essa é uma das propostas da comunicação não violenta para síndicos, que pode devolver a harmonia para quem vive em condomínio. O foco é estabelecer um diálogo empático e eficaz, sem dar margem para desentendimentos.

A metodologia da comunicação não violenta foi criada pelo psicólogo norte-americano Marshall Rosenberg, que a descreveu no livro “Comunicação Não Violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais”. Segundo o estudioso, 90% do sofrimento ocorre por causa de interpretações pessoais e má comunicação, mais do que propriamente pelas diferenças de opinião entre as pessoas. 

Neste texto vamos falar sobre como é possível utilizar a comunicação não violenta para síndicos, alterando o foco dos erros para as necessidades das partes envolvidas. A ideia é que as pessoas consigam se comunicar melhor e resolver os empecilhos, evitando atritos e estresse.

A capacidade de comunicação mede o bem-estar da gestão condominial e pode ser determinante na forma como uma situação se desenrola. O tom de voz, as expressões faciais e corporais, bem como as palavras escolhidas determinam a recepção e reação da outra pessoa ao que está sendo dito. A linguagem tem a força de aumentar ou diminuir a disposição do outro a cooperar para a resolução de um problema.

Na comunicação não violenta para síndicos, a conduta diante de incompatibilidades e críticas deve ser de aceitação e reflexão sobre o que é dito. É fundamental ser honesto e considerar o lado de cada uma das pessoas que conversam, escolhendo as palavras certas para que as informações sejam recebidas da melhor forma. 

Os pilares da comunicação não violenta

O termo, criado em 1960, é bastante difundido em ambientes corporativos, mas, pode servir muito bem para os condomínios ou quaisquer outros lugares que exijam a convivência entre pessoas. 

Os quatro pilares básicos da comunicação não violenta são:

  • Observar (ao invés de julgar): é preciso estar atento às atitudes e falas das pessoas baseando-se apenas nos fatos, e não em julgamentos e interpretações próprias.
  • Sentimentos (em vez de avaliações): analise os sentimentos que afloram em você, pergunte-se o que e como se sente quando lida com a situação conflitante.
  • Necessidade (no lugar de estratégias): é hora de estudar o que você e o outro precisam. Este é o momento de praticar a empatia: a partir do reconhecimento do seu pensar, sentir e querer, você verá que isso existe no outro também. 
  • Pedido (ao contrário de exigências): seja claro quanto ao que deseja que seja feito e construa acordos. Com gentileza, comunique ao outro que você entende a situação e, principalmente, o lado dele. 

A solução de conflitos

Os síndicos podem usar a abordagem da comunicação não violenta para lidar com conflitos e buscar soluções inteligentes, criando conexões mais assertivas com os condôminos.

É essencial entender que a comunicação não violenta para síndicos é uma mudança de mentalidade e de hábitos que pode ser exercitada diariamente. Como principal benefício, destaca-se o início de uma comunicação mais honesta e transparente para todos os envolvidos.

Tudo começa pela empatia. É preciso identificar as dores do outro de forma genuína. O objetivo da comunicação não violenta para síndicos é poder expressar os sentimentos sem que tudo se transforme em uma briga de egos.

Informação nunca é demais

Quanto à comunicação prática, existem recursos que podem ajudar a criar uma cultura de não conflito, com ações simples e focadas na informação. Conheça algumas:

Comunicados educativos: que tal aproveitar os canais de comunicação para abordar de forma descontraída os temas que costumam causar mais conflitos no condomínio? Use murais digitais, o WhatsApp, o portal de serviços da sua administradora, e-mail ou ainda informativos impressos nas áreas comuns.

Prévia de assembleias: muitas vezes, a assembleia deixa de ser um ambiente de resolução de problemas e tomada de decisões, para virar uma discussão sem fim. Algumas semanas antes da assembleia, principalmente as ordinárias, experimente enviar algumas comunicações sobre os temas que serão abordados e convide os condôminos a sugerirem dúvidas para serem tratadas. Isso permite que algumas questões possam ser resolvidas antes de virarem problemas na reunião condominial.

Esclareça as regras: muitos condôminos nunca pararam para ler a convenção e o regulamento interno do condomínio. Por isso, uma ótima dica é criar uma comunicação educativa, com partes do regulamento interno e convenção. 

Compartilhe conhecimento com as crianças: crianças são um ótimo condutor de informação, principalmente quando ensinadas de forma lúdica. Você pode criar uma cartilha, um vídeo em forma de contação de histórias, ou mesmo preparar um evento para os pequenos condôminos. O resultado pode ser surpreendente! 

Mesmo com todo o trabalho para minimizar os conflitos, eventualmente eles acontecerão. Quando for necessário, tente ser imparcial, ouça com atenção, foque no controle emocional e na comunicação não violenta para síndicos.

Quanto mais a praticamos, mais fortalecemos nossas habilidades para reconhecer julgamentos, checar como estamos diante de uma situação, expressar nossa honestidade e ouvir o outro com mais empatia. Lembre-se: o objetivo é fazer o possível para que as situações não cheguem aos extremos

Gostou deste conteúdo? Para ler mais artigos como este, continue navegando no nosso blog.

X