Conheça os riscos da sobrecarga elétrica nos condomínios

Manter as instalações elétricas de um condomínio em perfeito estado é uma atribuição do síndico, cuidado que garante segurança aos condôminos e colaboradores. Revisões periódicas, manutenções e até a substituição das instalações passam, necessariamente, pela iniciativa dele em promover melhorias ou levar ao conhecimento dos moradores as dificuldades do edifício. Essa cautela evita problemas sérios, como a sobrecarga elétrica nos condomínios, que pode resultar em incêndios

Uma pesquisa divulgada pelo Corpo de Bombeiros de Santa Catarina identificou que cerca de 70% dos incêndios em edificações são causados por interferência humana. Seja de forma direta, geralmente com dolo, ou indireta, por negligência, imperícia ou imprudência nas instalações elétricas ou ainda uso inadequado de eletrodomésticos.

Neste artigo, vamos falar sobre as principais causas da sobrecarga elétrica nos condomínios e como evitá-las. Continue a leitura e confira!

O que é e o que provoca a sobrecarga elétrica nos condomínios?

A sobrecarga elétrica nos condomínios normalmente é resultado de erros cometidos na elaboração do projeto ou de falhas que acontecem durante a operação do sistema. Muitos casos apresentam inconformidades em relação à ABNT NBR 5410/2004 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão, norma que determina todos os critérios para projeto, manutenção e execução dos sistemas em baixa tensão no Brasil.

Decorrente do excesso de carga ligada em determinado circuito ou tomada, a sobrecarga acontece especialmente quando diferentes equipamentos são conectados no mesmo ponto. Desta forma, a corrente elétrica passa a ser maior do que aquela suportada pelos fios e cabos, ocasionando um curto-circuito. Em outras palavras, quando a fiação da rede é solicitada por vários equipamentos, ela pode não suportar a carga. 

É importante destacar que a simples troca do disjuntor não é uma solução, já que ele não vai cumprir sua função de proteção quando a rede estiver superaquecida – ou seja, ele não vai desarmar, resultando igualmente em curto-circuito e incêndio.

Apesar de o síndico ser responsável pelo estado geral da rede elétrica do condomínio, os condôminos também devem observar alguns indícios de possível sobrecarga em seus apartamentos. Confira alguns sinais comuns:

  • Choques; 
  • Desarmes de dispositivos de proteção;
  • Quedas frequentes de tensão;
  • Lâmpadas “piscando”;
  • Cheiro de fio queimado em pontos elétricos;
  • Aquecimento de tomadas.

A sobrecarga elétrica nos condomínios pode ocorrer devido a diversos motivos. Um deles é em virtude de uma fiação muito antiga ou incompatível com a grande variedade de equipamentos usados hoje em dia. Redes elétricas mal dimensionadas para as necessidades do local ou feitas por pessoas não capacitadas também podem causar a irregularidade.

Home Office pode sobrecarregar a rede elétrica 

O home office já é realidade em muitos lares. Uma das consequências dessa nova forma de trabalhar é o aumento do uso do ar-condicionado, por exemplo, que pode sobrecarregar a rede elétrica dos condomínios.

Além do aumento da conta de luz, causando impacto no bolso, a sobrecarga elétrica nos condomínios pode causar problemas graves, como queda de energia em horários de pico e até mesmo incêndios. Na maioria dos casos, é necessário providenciar a rede trifásica na residência ou unidade, para que seja possível distribuir a instalação elétrica de maneira mais eficaz, evitando, assim, a ocorrência de excessos.

O síndico deve observar os sinais de que pode haver sobrecarga na rede elétrica dos prédios. Entre eles, estão quedas de energia em horários de pico, disjuntores desarmando constantemente, queima de fusíveis e aquecimento dos condutores. 

Sobrecarga elétrica nos condomínios durante o verão 

Nos meses de férias e calor, o consumo elétrico também é motivo de grande preocupação nos condomínios. O uso de muitos equipamentos ao mesmo tempo pode causar sobrecarga e colocar a segurança em risco. 

Equipamentos como forno e fogão elétricos, ainda mais usados nesta época de festas, consomem muita energia. Se a rede elétrica do condomínio não estiver dimensionada para atender à demanda, a chance de problemas é grande. A fiação pode superaquecer, derreter e até mesmo causar um incêndio. 

Como evitar o problema?

Para evitar as chances de sobrecarga elétrica nos condomínios e proporcionar segurança a todos, o síndico deve estar atento às medidas preventivas e outros cuidados cabíveis:

  • Contrate mão-de-obra especializada: contar com a inspeção e manutenção preventiva somadas a uma mão-de-obra especializada é a chave para evitar sobrecargas de energia e outros problemas na rede elétrica do condomínio.
  • Realize reparos sempre que algum problema for diagnosticado, sempre com um profissional especializado;
  • Esteja atento às instalações elétricas: as instalações são divididas em circuitos, quadros de medição, quadros de distribuição e alimentadores de acordo com normas técnicas vigentes. O risco de sobrecarga e curto-circuito eleva-se ao ampliar as cargas sem um estudo técnico prévio. 
  • Verifique os materiais elétricos: todo material tem uma “vida útil”, que varia de acordo com uma série de fatores. Ao longo do tempo, há desgaste dos componentes da instalação, seja por oxidação, envelhecimento, redução da isolação de condutores, entre outros fatores. Realizar a manutenção e substituição destes materiais elétricos no condomínio é obrigatório para evitar problemas.
  • Avalie o consumo de energia do prédio: importante para que sejam dimensionadas as necessidades do local.

Como vimos, a sobrecarga elétrica nos condomínios é um problema que requer muita atenção e cuidado. Portanto, o síndico precisa estar atento quanto à manutenção da rede e às medidas necessárias em caso de eventuais problemas. 

Os condôminos também devem colaborar, não excedendo a quantidade de aparelhos em uma mesma tomada e verificando a capacidade da rede elétrica da unidade para não sobrecarregá-la. 

Se cada um fizer a sua parte, o risco de sobrecarga elétrica nos condomínios é bem menor! 

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