Conheça o posicionamento das mulheres do ecossistema condominial

Nos últimos anos, com o aumento da quantidade de condomínios comerciais e residenciais, a administração desses empreendimentos se tornou uma tarefa ainda mais reconhecida. Assim como em todos os outros setores profissionais, as mulheres do ecossistema condominial passaram a responder por grande parte dos cargos ocupados.

Ao assumirem a sindicatura, estas mulheres atendem aos condôminos, mantêm em dia as receitas e despesas, cobram inadimplentes, contratam funcionários e realizam assembleias, dentre outras atividades importantes da gestão condominial.

A definição do Dia Internacional da Mulher, 8 de março, iniciou com reivindicações das mulheres por melhores situações de vida e trabalho. Por isso, o artigo de hoje é especial, e traz dados relevantes sobre a história desta data e o posicionamento das mulheres do ecossistema condominial

Origem do Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional das Mulheres teve como origem uma série de eventos e passeatas durante o final do século 19 e 20, que reivindicavam melhores situações de vida e de trabalho para mulheres ao redor do mundo.

Uma pequena linha do tempo dos primeiros “dias das mulheres”, inclui:

  • A grande passeata que reuniu cerca de 15 mil mulheres na cidade de Nova York (EUA), em fevereiro de 1909, para pedir melhores condições de trabalho.
  • A conferência internacional de mulheres, realizada na cidade de Copenhague, capital da Dinamarca, em 1910.
  • Em 1917, um grupo de operárias saiu às ruas para se manifestar contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, movimento que seria o pontapé inicial da Revolução Russa.

Já em 1975, a ONU definiu que 08 de março seria o Dia Internacional da Mulher, com o objetivo de relembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas de todas as mulheres do mundo.

Mais do que um dia para homenagens, mensagens, decoração e presentes, o 08 de março é um dia para refletir sobre as mudanças que ainda precisam acontecer na nossa sociedade, como a desigualdade salarial entre homens e mulheres, a violência contra mulher e o respeito aos direitos civis, reprodutivos e sexuais.

Conquistas das mulheres do ecossistema condominial 

Para celebrar o mês da mulher no condomínio, queremos compartilhar uma informação muito animadora: no Brasil, as mulheres estão cada vez mais ativas e presentes na gestão dos condomínios.

Elas ocupam 39% dos cargos de sindicatura de condomínios no Brasil. É o que revela o Censo 2021 do SíndicoNet, realizado com mais de 5 mil pessoas em todo o Brasil, entre síndicos moradores e profissionais, administradoras de condomínios, subsíndicos, conselheiros, condôminos, presidentes e diretores de associações.

Isso significa que as mulheres síndicas são fundamentais na manutenção e transformação do segmento que movimenta mais de R$ 165 bilhões por ano. 

Histórias de mulheres do ecossistema condominial

Síndicas moradoras ou profissionais, cada uma tem uma motivação e propósito únicos para assumir a função, da mesma forma como um modo ímpar de lidar com os desafios que se apresentam. 

Que tal conhecer alguns pontos de vista? Conversamos com três síndicas para saber como elas avaliam suas experiências e o espaço que ocupam no mercado condominial. 

Os desafios, tão naturais no cotidiano dos gestores condominiais, não intimidam. Pelo contrário, são encarados como motivação para realizar o trabalho da melhor forma. Marilene conta que não encontrou desafios, mas problemas que solucionou com o tempo.

“Quando assumi o cargo, o condomínio não tinha nem uma escada de mão, quem dirá outras ferramentas para a manutenção. Consegui várias conquistas para o condomínio. Tanto os condôminos, quanto os visitantes elogiam a conservação e manutenção. O próximo síndico precisará apenas dar continuidade a esse trabalho.”,  conta Marilene.

Ingressar em um mercado, predominantemente masculino, também é um desafio que vem sendo vencido com coragem e determinação. Na opinião da síndica profissional Larissa Lacerda, o número de síndicas só vai aumentar. 

 “O que esperar de um ser humano que põe filho no mundo, cuida de casa, de marido, de condomínios e faz uma gestão como ninguém? A mulherada está vindo com tudo!”, diz Larissa.

Para Vanessa Muniz, que também atua como síndica profissional, a quebra de barreiras para ingressar no mercado condominial é motivo de orgulho e comemoração. 

“Vencemos e continuamos na luta para vencer o preconceito que ainda povoa esse segmento. Temos que nos posicionar o tempo inteiro, então o meu desejo é que sejamos cada vez mais fortes e unidas, trazendo credibilidade e comprometimento a essa gestão feita por mulheres que tem revolucionado o mercado condominial.”.

Transformar realidades não é uma tarefa fácil. Mas, com um passo de cada vez, é possível promover as mudanças necessárias. No CondoConta, as mulheres já somam 42% no quadro de colaboradores, 20% exercem cargos de liderança, e 1 é C-Level.  

Celebramos, neste 8 de março, todas as mulheres do ecossistema condominial. Parabéns, transformadoras!

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