4 estratégias de economia para aplicar na sua gestão financeira condominial

Na gestão financeira condominial, nem sempre as contas fecham, e quando o orçamento fica muito apertado, o síndico precisa encontrar as melhores soluções para economizar. Afinal, somente com um fluxo de caixa saudável é possível manter as contas e as manutenções em dia, tomar decisões mais assertivas e planejar futuros investimentos para valorizar o patrimônio.

Mas, para se tornar um condomínio financeiramente saudável é necessário traçar e aplicar estratégias bem definidas, além de planejamento para entender exatamente quais custos enxugar ou até mesmo cortar. 

Para te ajudar a avaliar a sua gestão financeira condominial e gerar economia, preparamos quatro dicas essenciais para conseguir uma folga nas contas. Vamos lá?

Despesas comuns do condomínio

Quando o síndico entrega a previsão orçamentária, geralmente no início do ano, ele inclui neste cálculo as despesas fixas do condomínio. São gastos recorrentes e mensais, como: 

  • Salários dos funcionários;
  • Encargos trabalhistas;
  • Energia elétrica;
  • Água;
  • Materiais e insumos diversos (limpeza, segurança, manutenção e outros);
  • Administradora de condomínio (quando houver).

Além disso, a gestão financeira condominial também deve estar preparada para possíveis custos extraordinários, ou seja, aquelas despesas emergenciais que não fazem parte do orçamento. Daí a importância de sempre deixar uma folga no orçamento, já que uma previsão muito justa pode precisar de revisões constantes para se adequar à realidade do empreendimento. 

Quando o fluxo de caixa fica comprometido, também é preciso buscar soluções e estratégias para economizar, otimizar custos e, ainda, garantir uma reserva financeira para imprevistos.

Veja agora quatro alternativas para viabilizar a redução de custos no seu condomínio.

Otimize a folha de pagamento

A folha de pagamento dos colaboradores registrados representa, em média, 50% das despesas de um condomínio. Em alguns casos, esse percentual é ainda maior, em função do elevado número de horas extras. Por isso, um dos principais desafios do síndico na hora de equilibrar as finanças é otimizar esses recursos.

Para isso, faça avaliações periódicas em relação a escalas, carga horária e funções, de forma a readequar colaboradores e regularizar a folha de pagamento, sempre de acordo com a legislação. 

O uso de um sistema de controle de ponto para acompanhar a jornada de trabalho da sua equipe pode evitar surpresas em relação à realização de horas extras. Verifique ainda formas viáveis para a cobertura de férias, evitando horas extras para suprir a falta dos colaboradores.

Lembre-se que o banco de horas é uma opção para compensar as horas extras dos colaboradores. Conforme o artigo §5º, do art. 59 da CLT, as horas excedentes são acrescentadas em 50%, entre segunda e sexta-feira, e em 100% aos sábados, domingos e feriados. 

Você também pode elaborar um relatório com o cálculo da supressão das horas extras desnecessárias e verificar se o condomínio tem condições financeiras de fazer esse corte, bem como suas devidas indenizações. 

Esse cálculo deve ser baseado na média das horas extras prestadas nos últimos 12 meses, multiplicada pelo valor da hora extra da época da supressão. Suponha que o seu colaborador realizou horas extras durante 3 anos, então ele receberá uma indenização a partir do seguinte cálculo:

  • Salário mensal da época da supressão: R$ 2200,00
  • Média de horas adicionais do último ano: 750 horas / 12 = 62,5 horas
  • Valor do salário dividido por horas normais: R$ 2200 / 220 horas = R$ 10,00
  • Valor da hora adicional: 10 x 50% = R$ 15,00
  • Valor do repouso semanal remunerado sobre a hora adicional = 15 x ⅙ = R$ 2,50
  • Valor da hora adicional + repouso sobre hora adicional = 15 + 2,5 = R$ 17,50
  • Valor de um mês de horas adicionais + repouso sobre hora adicional = 62,5 horas x 17,50 = R$ 1.093,75

Assim, o valor total da indenização será de R$ 1.093,75 x 3 anos = R$ 3.281,25

É importante destacar que o percentual sobre a hora extra depende da CCT – Convenção Coletiva de Trabalho do Sindicato de cada categoria. 

Reduza a conta de energia elétrica 

A conta de energia elétrica do condomínio está muito alta? Calma, existem alternativas para ajudar a reduzir os custos e evitar os sustos.

Encontrar formas práticas de usar este recurso de forma consciente pode ser um desafio e tanto para a gestão financeira condominial. Por isso, preparamos algumas dicas para que você alcance este objetivo!

LED pra que te quero!

As lâmpadas de LED duram até 25 mil horas e ainda são 30% mais econômicas do que as fluorescentes. Por isso, são ideais para as áreas comuns do condomínio.

Tem alguém aí?

Além de proporcionar mais segurança aos condôminos, os sensores de presença ajudam a diminuir os custos na conta de energia, uma vez que não é preciso se preocupar em acender e apagar as lâmpadas.

Renovar é preciso

Edifícios mais antigos podem ter uma significativa redução na conta de energia com a troca da fiação elétrica. A má conservação dos fios gera riscos e promove desperdício de energia, uma vez que o aquecimento excessivo entra no cálculo do consumo. 

Aproveite a luz solar 

As placas fotovoltaicas/solares são capazes de diminuir, significativamente, os gastos com energia. A redução pode chegar a 90% do valor da conta

Para calcular o retorno sobre o investimento em energia solar, a fórmula é simples: 

ROI (%) = Economia gerada no ano (R$) / Investimento inicial (R$) x 100

Considere que o sistema de energia solar tenha custado R$ 120 mil e gere uma economia anual de R$ 36.324,00:

ROI = 36.324,00 / 120.000 x 100 

Então, 30,27% é o retorno do investimento obtido no ano. Isso quer dizer que, para cada R$ 1,00 investido, o condomínio teve R$ 30,00 de retorno – em apenas 12 meses. 

Vale lembrar que o sistema tem uma vida útil de 25 anos, o que significa retorno e economia garantidos, além de valorização patrimonial! 

Saiba como funciona um Financiamento para energia solar em condomínios e avalie esta possibilidade. 

Reduza o consumo de água 

Se a conta de água do condomínio também está nas alturas, é hora de avaliar algumas possibilidades para reduzir o consumo e evitar o desperdício. Afinal, além do gasto mensal, preservar esse recurso natural é uma medida sustentável que traz benefícios a todos. 

Promover a conscientização dos condôminos é fundamental e pode ser um excelente primeiro passo. Elabore campanhas, utilize as áreas comuns e meios de comunicação para disponibilizar orientações simples que, quando adotadas em conjunto, trazem ótimos resultados. Veja agora outras ideias para economizar: 

Reaproveite a água da chuva  

Um sistema inteligente de captação de água da chuva pode permitir os mais diversos usos no condomínio, desde vasos sanitários de áreas comuns, até a irrigação de jardins e limpeza do empreendimento. 

Encontre e conserte vazamentos

Atualmente, já é possível contar com a tecnologia para monitorar vazamentos em caixas d’água, cisternas e hidrômetros. Pequenos vazamentos fazem muita diferença na conta!

Individualize hidrômetros

Quando cada condômino paga pelo que consome em sua unidade, a consciência se torna maior na hora do uso.  

Redutores de vazão

Instalados em chuveiros e torneiras, estes aparelhos geram uma boa economia de água.

Vasos sanitários

As bacias com válvulas mais antigas soltam entre 12 e 24 litros de água por descarga. Já os vasos mais modernos, com caixa acoplada, despejam apenas 6 litros. Considere a substituição! 

IPTU Verde

O IPTU Verde é um incentivo fiscal que concede descontos no imposto para condomínios que adotam medidas sustentáveis, como as ações para a economia de água. O programa está presente na maioria das capitais e em algumas cidades brasileiras, sob diferentes formatos. Informe-se no seu município! 

Estratégia para as compras

Reduzir os gastos do condomínio envolve uma série de ações pontuais e muita organização. Mesmo pequenas despesas, quando acumuladas, podem ter um impacto significativo no orçamento. Por isso, a gestão financeira condominial deve planejar as compras para o empreendimento, já que comprar em pequenas quantidades acaba custando mais caro. 

Na hora de fazer as compras, uma boa dica é fazer um checklist de todos os materiais e insumos utilizados no condomínio – lâmpadas, cabos, produtos e utensílios de limpeza, entre outras necessidades. Sempre que possível, faça orçamentos, cotações e compre no atacado em maior quantidade. 

Avaliar o custo benefício é igualmente importante, porque alguns produtos podem custar um pouco mais caro, mas render mais. É o caso das lâmpadas de LED, por exemplo, que têm maior durabilidade e são muito mais econômicas do que as lâmpadas comuns. 

E então? Pronto para economizar? Siga nossas dicas e avalie a possibilidade de reduzir custos de forma significativa para que a gestão financeira condominial seja muito mais tranquila. 

Caso o cinto realmente esteja apertado, você pode contar com uma solução que garante a receita do condomínio todos os meses, de forma recorrente. A Receita Garantida CondoConta deposita o valor total das cotas condominiais na conta do condomínio, possibilitando muito mais liberdade para a sua gestão, com um fluxo de caixa organizado e saudável. 

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